quarta-feira, 25 de maio de 2022

QUE A PAZ VOLTA À TERRA !

 A leitura é importantíssima! Se você não tem esse hábito, não busca a informação está sujeito a crer no que lhe dizem. Pessoas desinformadas dificilmente conseguem distinguir entre mentiras e verdades. E o momento atual e um dilúvio de fake news.

As guerras trazem sofrimentos, inclusive as verborrágicas da política .
A fraqueza e a hesitação dos líderes é a verdadeira causa do derramamento de sangue. A percepção de força desencoraja o predador. Só com inteligência, ação enérgica, assertiva e competente de líderes fortes que se evita um derramamento de sangue desses.
Guerras acontecem por ambições políticas e territoriais dos líderes. Mas quem sofre as agruras do conflito é sem dúvidas a população.
Quanto ao presidente russo, sua prioridade é evitar que a Ucrânia ou qualquer outro país, ex soviético, entre na Otan, e de forma secundária na União Europeia.
Em 2008, a aliança militar ocidental prometeu incorporar a Ucrânia e a Geórgia. Isso levou a Rússia a invadir a Geórgia meses depois e bloquear a adesão do país ao grupo.
Governos da Europa e dos EUA endureceram sanções contra a Rússia, enviaram armas ao Exército Ucraniano e excluíram bancos russos da plataforma financeira global Swift
Para conter a desvalorização da moeda, foi proibida a transferência de dinheiro para o exterior.
Embora Putin mantenha apoio popular relevante, diversos ativistas, celebridades e até oligarcas ligados ao Kremlin criticaram a guerra, e milhares de manifestantes foram presos.
No mundo de hoje, com toda tecnologia e conhecimento, o bicho homem mostra que ainda é o ser mais irracional da face da terra.
Que a Paz volte à Terra

BUTIÁ, UMA GOSTOSURA DA ESTAÇÃO !

 Quando começa a época de frutificação do butiá, uma palmeira nativa do Brasil associada à Mata Atlântica, a floresta ganha cor e vida e enche os olhos dos pássaros e da população, que adoram apreciar o sabor adocicado de seus frutos e suas castanhas.

No total, existem dezoito espécies do gênero Butia no Brasil. Em Santa Catarina, o Inventário Florístico Florestal apontou a ocorrência de duas espécies do gênero, Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc na floresta ombrófila mista (floresta com araucárias) e Butia catarinensis Noblick & Lorenzi, endêmica da restinga do sul brasileiro, na floresta ombrófila densa.
A altura das palmeiras pode chegar a 6 m e seu diâmetro varia de 20 a 40 cm, elas têm folhas pinadas longas, com um pecíolo geralmente recoberto, na base, por delicados espinhos.
Os frutos são amarelos, comestíveis e muito apreciados localmente. Podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, geleias, adoçante de aguardente, sorvetes, iogurtes e bolos. No sul do Brasil, o butiazeiro também é usado em larga escala para paisagismo urbano.
Da semente, pode ser extraído óleo para uso culinário e a castanha do butia é muito apreciada principalmente por crianças. Seu estipe, de boa durabilidade, é usado em construções rústicas e as fibras das folhas, para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados.
Exigente na sua área de ocorrência é comum encontrar importantes exemplares da espécie associado aos campos do planalto catarinense, nos campos de palmas no PR e associado aos capões de mato da floresta com araucárias.
Diante da importância ecológica e econômica das espécies nativas da Mata Atlântica, estudos sobre o butiá e outras espécies como araçá, pitanga e uvaia foram iniciados no Rio Grande do Sul. A atenção especial para o butiá se relaciona também aos valores culturais associados pela população à palmeira.
Outro fato relevante sobre o butiá, é que devido ao desmatamento desenfreado ocorrido na Mata Atlântica em função da expansão agrícola, a espécie Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc está oficialmente ameaçada de extinção.
Características
Nome científico:Butia sp.
Nome comum: butiazeiro, butiá ou macumá
Família: Arecaceae
Utilização: frutos são utilizados para consumo in natura ou em forma de sucos, geleias e bebidas alcoólicas. A espécie também é utilizada para paisagismo urbano.
Coleta de sementes: diretamente no pé.
Fruto: frutos pequenos, globosos e de coloração amarela.
Flor: Amarela.
Frutificação: Novembro a abril.
Floração: Outubro a Janeiro
Número de sementes por quilo: 200.

CAUSOS GAUCHESCOS

CAUSO DO VELÓRIO DO AMIGO:

Gauchinho dos mais grosso, lá das bandas de Itapuã, vai ao velório de um grande amigo e como gostava duma prosa, “arresolveu” fazer bonito e dizer umas palavras de despedida. Só que neste momento sua dentadura cai sobre o caixão e pra não deixar por menos ele diz:

Meu grande amigo Juvêncio, vai em paz tchê e leva contigo o meu último sorriso!!!

O CAUSO DO TOURO SEM DONO:

O estancieiro Terêncio Soares Dias, membro da Associação Rural de Lavras do Sul, foi roubado num touro. Como era vivente mui atilado, pegou logo um suspeito.
– Me roubaste um touro.

– Não roubei. Eu achei ele.

– Achou, é? E não sabe ler? Não viu a minha marca nele, as iniciais T.S.D.?

– La fresca, seu Terêncio! E eu que pensei que queria dizer “Touro Sem Dono”!!!

O CAUSO DO GAÚCHO E AS NAFTALINAS:

Gaúcho grosso lá de Viamão chegou no bolicho e perguntou ao atendente:

– Tchê… tá aparecendo umas baratas lá em casa, que tu tem aí pra mata barata?

– Pos olha chê eu tenho naftalina, diz o atendente.

– Nafata o que tchê?

– Naftalina! São estas bolinhas aqui ó, leva este saquinho com 10 que tu vai resolver o teu problema vivente.

– Tá bem!

Meia hora depois o gaúcho volta ao bolicho:

– Tchê me vê mais uns 5 saquinhos deste!

E o atendente:

– Mais cinco??? pra que chê?? aquele saquinho que te vendi antes já dá pra matar as baratas da casa toda!

E o gaúcho retruca:

– Mas óia aqui, cá pra nós… tu deve ser muito bom de mira tchê!!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

A Tapera da Véia Zeca

 


A tapera da véia Zeca

"Este jornal vai ser feito para toda a massa, não para determinados indivíduos de uma facção". Foto: Arquivo CP

O Severino, na ocasião deste causo era gurizito taludo, de doze prá treze anos, e como sempre era mui entonado, e se” gabava” que de assombro não corria, embora na verdade se borrasse de medo de um dia se topar com alguma alma de outro mundo.
Por balaqueiro que era , é que se deu o causo que lhes conto, pois tanto se vangloriou da sua suposta coragem, que teve que agüentar a pataquada e passar uma noite solito na tapera da véia Zeca. Segundo diziam, uma tapera assombrada, lá na beira do Cerro da Ronda. Uma toca de morcegos, ratos e cruzeiras.
Pois saibam que, realmente, existiu a véia Zeca, uma viúva que deveria andar por volta dos 90 e pico de idade. A bruxa da Costa do Cerro, a véia benzedeira.
Era magra como uma taquara, alta como um jerivá, meia corcunda e nariz de cocóta, e como naquele tempo, viúvas usavam luto fechado, andava de preto, desde o chinelinho de pano até o lenço da cabeça, e por isso, para a gurizada,, era vista mesmo, como uma bruxa, pois, além disso tudo, vivia solita, com um gato preto, até o dia em que o Patrão Velho a chamou para a querência grande, tendo ficado a beira do cerro, apenas a tapera, com os cacarecos da pobre velha.
Era na verdade, uma boa pessoa, serviçal e habilidosa no “aparo” do piazedo, mas a aparência e todos aqueles rituais de benzedura que usava, provocava um certo medo na gurizada, pois não faltava quem os assustasse afirmando que a velha era mesmo uma bruxa, e que em noites de lua cheia voava de à cavalo em uma vassoura de chirca e, que roubava as crianças, de uma mãe para entregar a outra, quando fazia parto.
Ninguém se arriscava a anoitecer perto da tapera, pois diziam que se apagava o fogo, a cavalhada se soltava da soga, e aconteciam muitas outras coisas que ninguém até hoje encontrou explicação, e tampouco provou ser verdade.
Pois como ia lhes contando, foi na tapera da véia Zéca, que aconteceu este causo e tudo porque o piá Severino de tanto ser mostrado, o Emerenciano Saraiva e o Deodato Rosa, que na época eram guris quase da mesma idade, fizeram ele provar que não tinha medo de assombro, passando uma noite solito dentro da tapera.
Foram os piores momentos de sua vida, se apavorando toda vez que uma coruja piava ou um rato corria.
A noite era escura, embora a lua cheia, pois de quando em vez as nuvens pesadas encobriam a rainha da noite, o vento assobiava puxando chuva e alguns pares de raio pareciam rasgar o céu.
Os caibros estalavam, e as poucas janelas que restavam rangiam nas dobradiças. Até as árvores na volta pareciam gemer.
Severino escutava os sorros, os guarás, os guinchos dos ratos e todo aquele gritedo, parecia entrar miolo adentro e o levavam a pensar consigo que todos aqueles gritos eram de medo.
Até pisadas ele pareceu escutar e sentiu a respiração de quem ele não conseguia enxergar. Ás vezes até lhe parecia vislumbrar algum vulto, entre um “mandado” e outro.
O frio subia pela espinha até arrepiar os cabelos, e os dentes batiam de tal jeito que lhe doíam as carretilhas, mas enfim, ele precisava honrar a pataquada e embora tremendo como vara verde, ficou na tapera, disposto pelo menos a tentar agüentar aquela noite de pavor.
Tentando se proteger do vento e da chuva que ameaçava cair, arrastou os cacarecos da casa e encostou onde um dia tinham sido portas e janelas e, sem querer, tampou a porta do rancho com um guarda-roupa velho, que com o vento ficou batendo a porta, e balançando o espelho pregado nela.
O Emerenciano e o Deodato, que na verdade não ficaram cuidando para o caso do Severino tentar fugir, conforme prometido, mas voltaram ao rancho e se cobriram com lençóis brancos e ainda fizeram máscaras de porongo e colocaram dentro, vidros cheios de vagalumes.
Queriam garantir o susto no amigo e fazer com que admitisse que estava acoquinado de medo.
Quando chegaram à tapera, uma coruja rasgou mortalha e o céu véio se riscou num raio, refletindo os dois no espelho da porta do guarda-roupa embalado pelo vento.
Aqueles dois vultos brancos, com uma caveira luminosa em cima dos ombros, fazendo um lusco-fusco, pelos buracos de olhos, boca e nariz era o quadro do terror.
Sever0ino não se assustou porque não viu nada, na verdade,nem olhava pra fora de tanto medo, mas o Deodato e o Emerenciano, que viram esses vultos, sem saber que era o espelho, levaram tamanho cagaço, que fez darem os costados no rancho em questão de minutos, sem fôlego e brancos como morim quarado.
Nunca mais desafiaram o Severino, o que foi uma prova de reconhecimento da sua “coragem”, mas com a noite de cachorro que passou, também deixou de ser balaqueiro, pois não agüentaria outro desafio igual. Además, haja sabão pra lavar as ceroulas depois….!

(Severino Rudes Moreira/2015(À beira do fogo)-Causos Gauchescos-Martins Livreiro

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Sósias

 Assim me assuntou o José Luiz dos Santos, um baita contador de causos !

-” Sabe Malu, pelo meu corpinho de bailarino espanhol, (kkk) existem muitas pessoas que se parecem comigo, ou eu me pareço com elas! Frequentemente, sou abordado por terceiros, me perguntando se eu sou o fulano, o beltrano, ou sicrano. Levo sempre na esportiva. Às vezes dou trela, outras encerro o assunto logo. Vou relatar algumas situações de alguns sósias que me arrumaram:
COBRADOR DE ÔNIBUS
Cheguei à agencia do BB de Santa Maria para sacar uns trocados e uma senhora me abordou:
-Oi, disse ela.
-Oi,respondi.
-Parece que não tá me reconhecendo, disse ela.
-Não tô mesmo, disse-lhe.
-Tu não és o Genésio, cobrador de ônibus ?
-Não senhora.
-Claro que é. Tu não tá fazendo mais a linha Parque do Pinheiro?
-Não senhora.Não sou cobrador de ônibus.
Respondi e fui entrando e ela continuou:- Só porque não faz mais a linha, tá todo cheio.
Não dei mais conversa e entrei. Só ouvi dizer: Insibido !

INSPETOR DE POLÍCIA
No estacionamento do Atacadão, guardava as compras no carro quando o motorista de veículo ao lado, que recém tinha chegado, me indagou:
-Já te aposentou, tchê? disse ele.
-Já, respondi.
-Ainda bem que parou de caçar bandidos, disse ele.
– Ué, nunca cacei bandidos, respondi.
-Tu não és o inspetor de polícia Quaiato?
-Não não sou, respondi.
-Mas é parecido, disse ele.
-É, tem muita gente que se parece comigo, respondi.
-Então te cuida, tchê, senão qualquer dia tu podes levar um tiro por engano.
Mui amigo o vivente, não?!

Pois olha, tem muito mais destes causos sobre sósias, depois eu conto mais